22 de junho de 2018

Capítulo 43: A Terra Prometida


Enos, o primogênito de Seth, foi o primeiro a pegar em armas em defesa de sua casa e de seus filhos, e dos filhos de seus filhos. Pois desde os dias de sua mocidade, presenciara a força corrosiva da dissenção envenenando a alma daqueles a quem amava.

Enquanto via muitos deixarem de dar ouvidos às palavras do Ancião de Dias e seguirem por caminhos tortuosos, ajuntando-se a outros dissidentes já espalhados pela Terra, Enos atribuía as destruições causadas pelos tremores de terra cada vez mais frequentes, ou pelas cheias dos rios que devastavam plantações inteiras à implacável ira de Deus que se abatia sobre aqueles que não haviam sido bons guardadores de seus irmãos. 

Ele erguia sua voz na palestra, dizendo, “Desde que o Patriarca assumiu, diante de todos neste monte, que muitas das palavras que por tempos dissera terem saído da boca do Altíssimo haviam de fato sido plantadas em seu coração por seu próprio medo diante do desconhecido, um terço de seus filhos deixaram sua presença.

Eles não só perderam a confiança nas palavras de seu pai, como também passaram a duvidar da própria existência do Criador. 

Ouvimos de seus lábios quando disseram que nosso Deus talvez não passasse de um delírio da mente fértil de nosso pai. 

Mesmo os que não conseguiam negar a existência de um Criador, afirmavam que Ele não merecia sua adoração, pois, frente à iminência de um massivo ataque que colocaria todas as suas vidas em risco, o Altíssimo mantinha-se silente, como se não se importasse com suas aflições.

E nós, sabendo que tais pensamentos vinham sendo nutridos nas mentes de nossos irmãos, o que fizemos? Agimos com descaso diante da falta de esperança que lhes consumia a chama divina, cujo brilho se apagava à medida que a consciência deste mundo escuro e triste se expandia em suas mentes.”

Enos temia pelo destino dos dissidentes, pois eles haviam-se associado aos homens azuis e aos carvoeiros e agora curvavam-se diante de deuses de pedra e de madeira, e imagens de bronze e de ferro, e entregavam-se a toda sorte de concupiscências, esquecendo-se daquele Deus que os havia posto nesta Terra.

Mas temia ainda mais pelo destino dos remanescentes, pois seus corações haviam sido corrompidos pelo descaso e não atentavam para o mal que se abatia sobre eles. 

Embora o topo dos montes estivesse fora do alcance do Adversário, os que ali haviam permanecido já carregavam a semente da corrupção dentro de si.

Quanto aos que haviam deixado o monte e descido para os bosques, cada casa tinha agora o seu próprio objeto de adoração, moldado de acordo com suas próprias necessidades, o que lhes trazia uma certa aquietação à alma. E por buscarem instruções opostas àquelas que lhes haviam sido ensinadas no vale e no monte e que, de algum modo, tinham-lhes causado frustrações, tornavam-se presas fáceis para os ardis do Articulador.

Ora, Lúcifer havia sido expulso da presença dos filhos dos homens e fora trancado com suas hostes de anjos e arcanjos decaídos em uma prisão na outra margem do Kibaranun, e um grande e intransponível abismo abrira-se no Mundo dos Espíritos, criando um fosso entre os seus domínios e os domínios de Abel, que agora perpassavam as nações da Terra.

No entanto, diferente de corpos físicos, os corpos espirituais não precisam estar presentes para manifestar ali a sua essência. Eles precisam apenas de um veículo que transporte sua influência. 

E não demorou para que os homens, em suas explorações e escavações, encontrassem as imagens que Medusa havia espalhado pela Terra, e as ervas que ela havia plantado e os ritos que ela havia gravado nas rochas quando estivera sob a influência de Samael.

Curvando-se diante de tais imagens, e inalando o fumo daquelas ervas ou bebendo o néctar de suas raízes fortes, realizavam os rituais que os colocavam em contato com forças além de sua compreensão na tentativa de aliviar as inquietações que lhes consumiam. 

Isso permitiu que os espíritos na prisão pudessem de algum modo fazer uso das sensações e impressões daqueles que os buscavam, expandindo a sua percepção para além do ambiente físico que os sufocava.

Assim, experimentando ambos a mesma sorte de libertação que procuravam, potencializavam um no outro tais sensações, de modo que sua ligação era fortalecida ainda mais.

Nos terreiros abertos às margens do Gihon, os dissidentes dançavam e cantavam e tocavam tambores e cítaras. E opunham-se a tudo o que não lhes fosse natural, de modo que personificavam entidades da própria natureza, que lhes davam força em momentos de fraqueza, e segurança em tempos de dúvida.

E quando o leito do rio subia de repente, destruindo os povoados ribeirinhos e suas plantações, seu coração se aquietava pois sabiam que a natureza havia seguido seu curso e recebido em seus braços os filhos mais valentes, para com seu sangue semear a terra a fim de que uma nação ainda mais forte se levantasse após a tragédia.

Enquanto isso, os remanescentes, alheios às necessidades de seus irmãos de terras distantes, ocupavam-se dos rumores de guerras cada vez mais frequentes, e preparavam-se para um iminente combate que supostamente assolaria as nações da Terra.

No passado, aquela ameaça havia sido real, pois Lúcifer e suas hostes haviam insuflado o coração das bestas aladas contra os filhos de Adão, na tentativa de frustrar os planos do Criador. 

Também os Nefilins, sob a mesma influência, haviam há muito sido motivo de apreensão; mas acostumaram-se à escuridão das cavernas e entretiveram-se com a caça de bestas selvagens e pequenas emboscadas a viajantes desatentos. E, se agora armavam-se novamente, era por medo de serem atacados. E, para defender sua prole, submetiam-se a pesados tributos em troca de segurança.

Por não terem a curiosidade dos filhos dos homens em utilizar-se de ervas e rituais que lhes permitissem criar pontes entre a dimensão etérea e sua esfera de existência, foram deixados à própria sorte, de modo que seguiam o curso de sua natureza, e haviam-se aquietado nas cavernas e vales. Eram como um enxame de abelhas que não causaria mal algum, exceto se derrubassem sua colmeia. 

O perigo real, no entanto, era silencioso e espalhava-se sorrateiro, e era a causa de todas as desgraças, sim, o orgulho e a ambição que consumiam o coração dos filhos dos homens.

No entanto, por terem sido quase atacados uma vez, os homens armavam-se e organizavam-se em exércitos para defenderem-se de um possível novo ataque. E seu medo era fomentado pelos comerciantes de armas que mentiam sobre sombras de dragões e gigantes que haviam sido vistos não muito longe dali. 

Os Nefilins haviam-se convertido em carvoeiros e mineradores, para com a força de seu braço pagar por armas das quais não necessitavam.

Não havia intenção real de conflito, apenas rumores que eram plantados por forças externas que manipulavam os filhos dos homens e os filhos da terra a fim de gerarem lucro para uma nação que crescia e se tornava entre as nações da Terra, a mais poderosa.

Enos era um homem justo, mas insuflado pelas mentiras que já há muito vinham-se disseminando entre eles, pegara em armas e começara a engendrar um estratagema para cercar com seus exércitos os filhos da terra, a fim de desarmá-los e subjugá-los.

Cainan, filho de Enos, não seguiu com os exércitos de seu pai. 

Ele preferira dar ouvidos às palavras de Eva, que dentre todos era a mais assisada. 

Ela havia sido contrária ao acordo entre Seth e Usir, que estabelecia o pagamento de altos tributos em troca de armas e escudos mais eficientes do que aqueles que eles já produziam para uso próprio, fosse para a caça, pesca ou captura de bestas selvagens. 

Mas, por não assentar-se entre os sacerdotes e sumo-sacerdotes de seu povo, a voz de Eva não foi ouvida. Nem foi ouvida a voz de Cainan, pois fora sufocada pelas dos muitos que desejavam que Adão selasse a tal aliança.

Usir nunca subiu ao monte nem entrou nas cavernas dos carvoeiros, no entanto, recebia de ambos os povos volumosos encargos que aumentavam sua fortuna e poder, e faziam da terra de Nod, o primeiro grande império de toda a Terra.

Quando soube que os exércitos de Enos estavam para cercar as cavernas dos carvoeiros, Usir enviou uma tropa às fronteiras daquelas terras. 

E os homens daquela tropa estavam pintados à maneira dos homens azuis, a fim de fazer com que os filhos de Adão suspeitassem que os carvoeiros haviam-se associado aos filhos de Hapi e que ambas as nações conspiravam contra eles.

Enos suspendeu o ataque diante das flechas incandescentes que foram atiradas contra eles pelos homens tingidos de azul.

Quando viram que os homens de Enos recuavam, a tropa de Usir foi avisar os carvoeiros acerca daquele ataque. 

Alvoroçados, os Nefilins agarraram suas lanças e seguiram os rastros das tropas de Enos, alcançando-os não muito distante dali, quando pararam às margens de um riacho para encher os cântaros.

Muitos foram mortos no conflito, em ambos os flancos.

E as águas do riacho correram vermelhas para anunciar a tragédia.

Enos voltou ferido para o monte, com uns poucos homens atrás de si. 

Naquele mesmo dia, enviaram mensageiros a Tubalcain, a fim de incumbir-lhe da produção de flechas incandescentes como aquelas que haviam visto os filhos de Hapi atirarem contra eles. 

E, por firmarem um novo acordo, maior tornou-se o seu tributo.

Cainan via tudo aquilo e temia pelo rumo que o seu povo tomava. Ele conhecia o coração de Enos, seu pai, e sabia que suas ações eram movidas por um profundo zelo por sua casa, por seus filhos, por seus irmãos e pelas crenças de seu povo. 

No entanto, Cainan não era um homem movido pela força de seu braço. Sua força estava em seu coração e em sua razão. Ele não acreditava em rumores e crendices tolas; antes, buscava ponderar os fatos. E o fato era que, apesar do alvoroço que tomava aquelas terras e do medo gerado pela ignorância e orgulho de seu povo, eles viviam em paz, pelo menos até seu pai invadir as terras de seus vizinhos, motivado pelo mesmo medo e ignorância.

Outro fato incontestável era o de que eles estavam deixando de se ocupar com o que era de fato relevante, como a instrução de seus filhos e o zelo com as coisas sagradas, para ocuparem-se em pagar altos tributos ao povo de Nod, cuja contribuição mais relevante era a de pôr nas mãos de suas crianças armas de morte.

“O que se pode esperar de uma nação cujas crianças são corrompidas pela ignorância e medo de seus pais?”, indagava Cainan em oposição aos treinamentos com armas que haviam sido incluídos na rotina das palestras. “Condenamos os atos de Caim e ensinamos aos nossos filhos que não há maior pecado que o assassinato, no entanto, colocamos armas em suas mãos e dizemos-lhes que serão heróis se com tais espadas cortarem fora as cabeças de nossos inimigos. Já paramos, entretanto, para nos perguntar por que são eles nossos inimigos? 

Não é nossa omissão diante de suas necessidades razão suficiente para que clamem por justiça? E, se roubam e se comentem pilhagens, não será porque lhes falta aquilo que nos foi dado em abundância?”

“Estás dizendo que devemos deitar nossas espadas e esperar que os inimigos de nosso povo venham com violência sobre nós para que sejam nossas cabeças e não as suas que rolem pelo chão?”, disse Mered, um dos filhos de Cainan.

“O que estou dizendo, meu filho, é que se um cavalo é arredio e nos dá um coice quando nos aproximamos dele, não devemos matá-lo por ter agido de tal forma; antes, devemos aprender a nos aproximar dele mansamente a fim de que confie em nós a ponto de nos permitir montar em seus lombos sem que nos derrube.

E montamos um cavalo para sermos um com ele, não para colocar sobre os seus lombos um jugo que ele não suporte carregar, como os filhos de Usir têm feito com nosso povo.

Não é o cavalo que precisa sofrer as penas, nós é que precisamos nos despir de nossa ignorância ao nos aproximarmos dele. Se fôssemos já experientes na arte de domar cavalos, nem o primeiro coice haveria acontecido.”, explicou Cainan.

“Mas o primeiro coice já aconteceu, e muitos dos nossos foram abatidos pelas lanças dos homens da terra.”, disse Enos enfurecido.

“E quantos deles foram feridos por vossas espadas? Quantos pais estão pranteando a morte de seus filhos do outro lado do Gihon?”, indagou Cainan.

“Eles são animais. Não são filhos do Altíssimo como nós para se compadecerem da perda de seus filhos. Seus corpos são cobertos de pelos e andam nus, como bestas selvagens.”, bradou Enos.

“Também os nossos primeiros pais andavam nus no Jardim. No que sois menos animais que eles? 

Sois menos animais porque andais vestidos? Vossas roupas tornaram-se símbolos de poder. Um manto no ombro esquerdo ou um manto no ombro direito determina se vossa voz terá força ou não de ser ouvida em um conselho; um avental vale menos que um barrete aos olhos do povo, pois o avental é usado por aqueles que usam a força de seus braços e o barrete é a vestimenta dos mestres. No que um mestre é melhor ou pior que um homem do campo?

Por isso agradavam-me as salas de banho, onde todos os homens eram o que eram, pois estavam despidos de toda a corrupção que os aprisionava. Mas mesmo essas têm sido corrompidas com unguentos caros que determinam pelo poder de sua essência quem tem voz de comando e quem não deve ser ouvido.

No que sois melhores que quaisquer de vossos irmãos? No que vossas vestimentas e unguentos perfumados vos faz diferentes?

Tudo isso é vaidade, ambição e orgulho. E será o vosso orgulho que vos destruirá, e não aqueles a quem chamais de inimigos.”

E, dizendo isso, Cainan despiu-se de seus trajes e aviamentos e andou nu por entre o povo. E sujou-se na lama dos que cuidavam dos porcos, e deitou-se na grama verde ao lado dos pastores, e empilhou a lenha que traziam os lenhadores, e ouviu de suas bocas as aflições reais que faziam padecer o seu povo.

Enquanto Enos fazia todos sentirem-se culpados, dizendo que as cheias do Gihon eram julgamentos de Deus que haviam recaído sobre eles por permitirem que seus irmãos se apartassem de seu convívio para irem adorar outros deuses; Cainan ouvia daqueles que não tinham voz, por causa dos trapos que vestiam, os relatos sobre a impossibilidade do plantio nas terras alagadas, ou sobre o apodrecimento dos grãos mal estocados, ou sobre as pragas e as doenças que haviam recaído sobre suas terras e seus filhos.

E enquanto Enos julgava que a paz de seu povo só seria alcançada quando eles, ao fio da espada, varressem o mal que assolava a terra; Cainan prometia a todos que aquela terra voltaria a ser frutífera se todos trabalhassem juntos para isso e se pusessem de lado o orgulho que assolava seus corações.

E, à semelhança de Seth, Cainan viajou pelas nações da terra e fez alianças entre os povos, não para que pagassem tributos, mas para que compartilhassem conhecimento e sabedoria.

Das terras dos homens azuis, trouxe ervas que foram usadas para curar as doenças e diminuir o efeito das pragas sobre as plantações. Das terras dos carvoeiros, trouxe minérios para a construção de aquedutos que permitiram que os homens do campo plantassem mesmo nas épocas de cheia do rio. E das terras do sul, trouxe o conhecimento para a construção de celeiros a fim de que os grãos fossem preservados entre colheitas.

E tudo isso conseguiu porque, diferente de Seth, não foi ter com os governantes daquelas terras, mas sim com os homens simples do campo, que de boa vontade, compartilharam o pouco que tinham.

Por ser sábio e por ter habilidades em tantas esferas do conhecimento, Cainan foi feito rei de seu povo, e sua terra foi chamada de Terra Prometida. E grande foi a sua fartura.

Por ser sábio e por ter habilidades em tantas esferas do conhecimento, Cainan foi feito rei de seu povo, e sua terra foi chamada de Terra Prometida. E grande foi a sua fartura.

Por ter estreitado as relações entre os povos, cessaram os rumores de guerras entre eles.

Nas terras de Cainan, os homens eram respeitados por suas vestes, fossem elas mantos ou aventais, e eram também tratados como iguais, a despeito dos deuses a quem serviam.

Todos apoiavam-se mutuamente.

E houve paz entre eles.

4 comentários:

  1. E assim as gerações de homens ainda viventes poderiam viver em paz e constante progresso se seguissem estas soluções: estreitar as relações entre si e outros, e serem os guardadores de seus irmãos, em atitude recíproca e desinteressada. Mas aí sabemos que o "homem natural" se acostuma com as bênçãos, achando-se suficiente para tê-las; ele se vangloria de fortunas, deixando de identificar os que realmente necessitam e os que se aproveitam de sua bondade; ele conclui por si mesmo que não precisa de outro. Tantos progressos e regressos e cansaço de lutar contra as próprias imperfeições que o fazem esquecer das palavras do Altíssimo principalmente quando encontra suficiente prazer em viver em seu próprio mundo, achando que não precisa de um Salvador, ou que Ele aceitará suas parcas ações para o benefício de seu irmão. Capítulo esclarecedor, com muito material para ponderar e aprender. Um dos favoritos, como muitos outros! Obrigada por compartilhar seu talento!

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    1. Esse foi um dos meus preferidos também. Quis escrever um capítulo emblemático sobre como surgem os problemas e como observá-los de um ponto de vista mais elevado a fim de conseguir encontrar uma solução simples e pacífica para eles. Que todos aprendamos a domar os cavalos selvagens que se coloquem em nosso caminho!

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  2. Infelizmente, meu amigo escritor, Cainan não existe nos dias de hoje. Ao tempo de seu livro, especificamente, nesse capitulo, apesar de já haver bastante diferenças entre os povos, características bem marcantes, o Altíssimo ainda se faz presente, mesmo na ausência, embora possa parecer um paradoxo. Você só sente a ausência quando houve presença. E também há elementos sobrenaturais:

    " Curvando-se diante de tais imagens, e inalando o fumo daquelas ervas ou bebendo o néctar de suas raízes fortes, realizavam os rituais que os colocavam em contato com forças além de sua compreensão na tentativa de aliviar as inquietações que lhes consumiam.

    Isso permitiu que os espíritos na prisão pudessem de algum modo fazer uso das sensações e impressões daqueles que os buscavam, expandindo a sua percepção para além do ambiente físico que os sufocava.

    Assim, experimentando ambos a mesma sorte de libertação que procuravam, potencializavam um no outro tais sensações, de modo que sua ligação era fortalecida ainda mais".

    O cenário, com todas as suas formas e cores, era diferente. Mas, mesmo assim, todos os seres que lá no passado viviam foram embriões dos que no futuro viveriam.

    O personagem mais importante neste estágio de sua história, sem dúvida é Caiman

    " E, à semelhança de Seth, Cainan viajou pelas nações da terra e fez alianças entre os povos, não para que pagassem tributos, mas para que compartilhassem conhecimento e sabedoria.

    Das terras dos homens azuis, trouxe ervas que foram usadas para curar as doenças e diminuir o efeito das pragas sobre as plantações. Das terras dos carvoeiros, trouxe minérios para a construção de aquedutos que permitiram que os homens do campo plantassem mesmo nas épocas de cheia do rio. E das terras do sul, trouxe o conhecimento para a construção de celeiros a fim de que os grãos fossem preservados entre colheita"

    Embora não fosse essa a intenção, ele descobriu o potencial do escambo.

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    1. No Livro de Jasher, um livro baseado em antigos mitos judaicos, Cainan é apontado como sendo um dos primeiros grandes reis das civilizações pré-diluvianas, e que foi um rei que com sabedoria reinou sobre "espíritos e demônios". (Jash 2:11) Como reinar sobre aquilo que julgamos não ser bom, senão aproveitando o bem que aquilo pode de alguma forma causar? Essa foi a ideia que me motivou nesse capítulo.

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